Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Gajo de Alfama - Gato Fedorento

 

MODERADOR
Consternação, tristeza, sofrimento, mágoa. São tudo palavras do dicionário. Mas deixemos isso. Hoje connosco para discutir o problema do terrorismo internacional temos o General Ilídio Fonseca, militar na reserva; o doutor Pedro Fonseca, comentador político e um gajo de Alfama. Senhor General, muito boa noite. Qual é para si a melhor maneira de abordar o problema do terrorismo?
 
GENERAL ILÍDIO FONSECA
É provavelmente a questão mais complexa do mundo actual e há que abordá-la tendo em conta os aspectos geoestratégicos. Porque o terrorismo não conhece fronteiras!
 
MODERADOR
- Doutor Pedro Fonseca, como é que um comentador político vê esta questão?
 
DR. PEDRO FONSECA

 

Olhe, eu creio que a grande questão aqui é a dificuldade que as democracias têm em lidar com o terrorismo. A ameaça terrorista, como todos sabemos aqui, é uma ameaça global.

 
MODERADOR
- Gajo de Alfama, qual é a sua opinião sobre este assunto?
 
GAJO DE ALFAMA
- Vamos lá a ver uma coisa… eu quanto a mim o que era preciso era que os americanos mandassem bombas para tudo o que é país muçulmano, hã? Começava-se em Marrocos e só paravam, vamos supor, no Chile. Porque o muçulmanoé um gajo que eles aquilo desde pequenos, ensinam-lhes a fazer bombas com uma garrafa de bagaço e uma caixa de fósforos, estás a perceber? Aquilo é um povo que só está bem a rebentar. Os gajos… um gajo daqueles que aos quinze anos ainda não tenha rebentado com uma coisa qualquer é um gajo que está lá a faltar o respeito ao Buda, ou lá o que é.
 
MODERADOR
- Bom, parece-me que foi introduzida uma questão interessante por parte do gajo de Alfama que é a questão da ameaça islâmica.
 
GENERAL ILÍDO FONSECA
Claro, claro. O terrorismo também tem raiz num choque de civilizações.
 
DR. PEDRO FONSECA
Exacto, embora seja preciso, aqui, fazer notar que Islão e Al Caeda não são uma e a mesma coisa, não. Islão é uma coisa, terrorismo é outra coisa.
 
GAJO DE ALFAMA
Pois, e mais, e mais. Eu tenho um vizinho que esteve emigrado nos Estados Unidos muito tempo. Eh pá, e o gajo sabe, que os gajos lá dentro sabem, e depois não passa cá para fora. O gajo sabe que os americanos estão a fazer uma bomba que só mata gajos muçulmanos. Que é uma bomba que vai lá pelo cheiro a caril. Gajo que cheire a caril, está lixado. Por isso é que eu cortei com tudo o que é frito. Quando os americanos largarem a bomba, um gajo que tenha o cheiro a chamuça entranhado na roupa não vai a lado nenhum, fica logo. Mais, outra, o meu filho anda na escola com um puto que é cigano, que lhe gamou, há dias, a lancheira, não é? E depois querem que haja paz no mundo, não é? Ciganos são outros. É um povo, é um povo que era todo para ir à vida também.
 
GENERAL ILÍDIO FONSECA
Bom, atenção, atenção. Já estamos aqui a entrar no simples e puro racismo.
 
GAJO DE ALFAMA
Eh pá, ó, ó, ó meu general, portanto, continência e tal, sim senhor, mas não, mas não me venha com fitas, pá, porque eu estive na Guiné. Estive na Guiné, sei como é que isto, malta da tropa e tal, está bem? Porque muitas vezes, na véspera de um combate – isto vi eu, ninguém me contou, isto vi eu – na véspera de um combate metiam um dente de alho, digamos… no cu, que isto é mesmo assim, porque aquilo dá febre, e no dia seguinte: “Ah e tal sargento, estou com febre, não posso ir para o combate” e eu que nunca meti nada no cu, lá ia. Tinha que ir combater. Portanto, vocês, malta da tropa, não me venham com fitas que a mim não me apanham nessa. Sujeito a levar algum balázio porque nunca meti… nem alhos nem nada… nunca meti isto… no cu!
publicado por Manuel Cardoso às 23:57
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